31 março, 2007
30 março, 2007
Surpresas...
Chegar ao meu último dia de trabalho e ter uma festa surpresa com direito a bolo, balões, música, postais, discursos e lágrimas...
perceber que, apesar dos muitos obstáculos, posso dizer que consegui rir, aprender muito, partilhar, confiar e fazer amizades que vou guardar...
Amizades...
Que vou guardar...
Isso é maior que tudo...
E é isso que me faz sentir preenchida. E sentir que por muito que tivesse sido dificil... valeu a pena!!
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29 março, 2007
Às vezes acho que é uma tontice redutora...
...outras acho que é um mantra dos deuses...
Pelo sim pelo não, é bom que nos próximos tempos não ouça homens a dizerem que as mulheres são complicadas... quem o fizer aumenta consideravelmente o potencial para realização de cirurgia ao nariz...
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26 março, 2007
Update
Voo de ida
Ida: Porto - Barcelona
Quarta-feira, 04 Abril 2007
Voo de volta
Volta: Barcelona - Porto
Segunda-feira, 13 Agosto 2007
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eu...
não gosto de comédias hollywoodescas
não gosto de ficção científica
não gosto de francesinhas
não gosto muito de carne
não gosto de pessoas que não gostam de futebol
não gosto de homens que não fazem exercício
não gosto de homens que não sabem cozinhar
não gosto de telemóveis
mas gosto muito de mensagens
gosto de conduzir
gosto de ser eu a abrir as garrafas, a mudar os pneus, a levar as sacas na mão
não gosto de cerveja
gosto de vodka e de martini
não gosto de ostentações
gosto de coisas simples e de bom gosto
não gosto de clichés românticos
não gosto de neve
amo o verão e a praia
adoro correr, dançar, saltar, jogar volei na praia, suar
gosto de programas just girls
gosto de sushi
gosto (muito) de doces
não gosto de ir ao cabeleireiro
gosto de cremes
gosto de vernizes
gosto de conversas transformadoras
gosto de conversas da treta
gosto de planos
gosto de gatos
tenho medo de cães
não gosto de acordar tarde
gosto de manhãs
gosto de viagens
gosto de cidades desconhecidas
gosto de pormenores
gosto de boas maneiras
gosto de assertividade
gosto de gargalhadas
gosto do céu quando o sol se está a pôr
gosto de ouvir o mar
gosto de entrar no carro estacionado quente depois de vir do frio
não gosto de sapatilhas novas
gosto de sair e de me divertir
gosto de ficar em casa enrolada no sofá
gosto de acabar de ver um filme e começar outro
gosto de aletria quente
gosto de café
gosto do cheiro a café pela casa
gosto de pão
gosto de pasta
gosto do cheiro a caril
gosto de banhos quentes
gosto de beijos nas costas
gosto de mãos fortes
gosto de aventura
gosto de segurança
gosto de caminhadas
gosto de sorrisos
gosto de sentir o sol a brilhar
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25 março, 2007
Hoje o céu está mais azul,
eu sinto...
Fecho os olhos.
Mesmo assim eu sinto...
O meu corpo estremeceu.
Não consigo adormecer.
Nem o tempo vai chegar
Para dizer o quanto eu sinto
Você longe de mim.
É uma espécie de dor...
Hoje o céu está mais azul
eu sinto...
Olho à volta
E mesmo assim eu sinto
Que este amor vai acabar
e a saudade vai voltar...
Nem o tempo vai chegar
Para dizer o quanto eu sinto
Você longe de mim.
É uma espécie de dor...
Já não sei o que esperar
Dessa vida fugidia...
Não sei como explicar
Mas eu mesmo assim o amo.
Rodrigo Leão
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21 março, 2007
foi o pior dos tempos
foi o melhor dos tempos
foi a idade da tolice
foi a idade da sabedoria
foi a época da incredulidade
foi a foi a época da fé
foi a estação das trevas
foi a estação da luz
foi o inverno do desespero
foi a primavera da esperança
dei-me à liberdade de fazer alterações
nas palavras de Charles Dickens...
afinal, é Primavera.
E na Primavera tudo se pode!
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19 março, 2007
Ter inveja de um blog é feio não é?!?
E agora... como é que aprendo a fazer templates giros como este?
*snif snif*
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Era photoshop
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Entrego-me aos astros! Isto promete...
*horóscopo semanal, enviado às 00.45 via sms pela starfish*thanx my babe;)*
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É, a mim também me intriga... E quando souber a resposta escrevo-a aqui. Até lá vou-me esforçar apenas para não voltar a perder aquelas palavras dentro de mim.
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17 março, 2007
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Agora vai...
O primeiro emprego. A montanha de expectativas, a noção de que bláblá a vida não está fácil e de que ser um psicólogo desempregado nos dias de hoje é quase um pleonasmo, por isso tinha muita sorte por ter aquela oportunidade.
16 de Agosto, o primeiro dia. Tempo de chuva depois de um verão calorento. E eu, que tenho (tinha), a mania que não choro, transformei-me num pranto. Agora, olhando para trás, não percebo porque não desisti logo ali. Ah pois, não podia! Porque tinha assumido que sim, que ía. Porque não podia vir embora assim, quase sem entrar, porque as coisas podiam vir a mudar, ou podiam não ser tão más como pareciam.
Mas eram mesmo. E foram tantos os choques com o mundo de trabalho, os confrontos com pessoas ignorantes e prepotentes (mistura explosiva!)... Tantos os questionamentos, numa fase em que a identidade profissional ainda é algo tão frágil e permeável como uma escultura de areia. E a angústia miudinha que nos acompanha, numa idade em que todos os caminhos parecem possíveis mas ao mesmo tempo utópicos, e em que cada escolha é acompanhada pela responsabilidade de quem sente que há passos que determinam não só o presente mas também muito do futuro.
A par de tudo isto... o contacto com a população em si. O confronto com realidades que sempre tive noção que existiam, mas que nunca tinha sentido assim, à minha frente, nas minhas mãos... Crianças mal tratadas, famílias a viver em barracas, mães sozinhas com três filhos a viver com 200 euros por mês, pais alcoólicos, mães negligentes, mães a manterem-se vivas para fazerem sobreviver os seus filhos, desemprego desemprego desemprego, drogas, absentismo, gravidezes precoces. E tudo isto junto, na entrada 17, na 19 e na 21, no rc, no 1º andar e no 2º… Como se encontrar uma família sem um drama, uma problemática, fosse tão raro como encontrar ouro…
Sentir impotência ao ver que os ciclos perduram, quando numa família disfuncional, o filho de 16 anos sabe que vai ser pai. Ou quando se percebe que um pai passa meses e meses sem conseguir arranjar emprego e se vê “tentado” a traficar para conseguir sustentar a família. Quando se vê o desemprego, a baixa escolaridade, o absentismo, o insucesso escolar a percorrerem as várias gerações de famílias como se fossem ciclos impossíveis de romper. Quando se tem que aceitar que há filhos que deixam idosos a passar fome, a viver no meio do lixo e a morrer sozinhos e cresce em nós a descrença de que o mundo possa ser um lugar feliz.
Mas foi tudo isto, o que pode parecer apenas miséria, que constituiu a maior riqueza. Porque de cada uma destas pessoas retirei autênticas lições, e porque fazer algo por estas pessoas é extremamente gratificante.
Nos primeiros meses quase não conseguia abrir a carteira. Comparando com o que via à minha frente, quase tudo o que tinha em termos materiais passou a ser sentido como luxo, supérfluo e dispensável. Sentia revolta por perceber mais do que nunca (talvez ate mais do que queria…) que a inclusão é uma treta bem disfarçada. Porque há grupos de pessoas que nós nem vemos, porque essas pessoas nem sequer têm possibilidades de frequentar os sítios que nós frequentamos. Porque enquanto eu estou aqui sentada ao computador a escrevinhar no blog, a espreitar um jornal americano on-line e a consultar uns estudos realizados no Brasil, há pessoas para quem “ir ao Porto” é um acontecimento, e para quem comprar uma senha de autocarro significa não ter dinheiro para comprar pão nesse dia. Porque enquanto temos o desplante de encher a boca com um “oh não, bifes outra vez?!?”, há pessoas que pura e simplesmente não se lembram o que é comer carne. Por isso estes meses foram também muitos murros no estômago, muitos baldes de água fria (gelada!), mas, mais uma vez, lições ímpares. E indignação, com as pessoas que podem de facto mudar algumas políticas, ajudar estes contextos a sofrerem transformações e a desenvolverem-se, mas se limitam a amparar a pobreza. Como que deixa cair uma moedinha no chapéu do pedinte e sente aquela gratificação de quem já fez a sua parte. Como se não fossem atitudes destas que fazem com que o pobre se mantenha pobre e dependente dos outros.
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14 março, 2007
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11 março, 2007
Nunca, por Mais
Nunca, por mais que viaje, por mais que conheça
O sair de um lugar, o chegar a um lugar, conhecido ou desconhecido,
Perco, ao partir, ao chegar, e na linha móbil que os une,
A sensação de arrepio, o medo do novo, a náusea —
Aquela náusea que é o sentimento que sabe que o corpo tem a alma,
Trinta dias de viagem, três dias de viagem, três horas de viagem —
Sempre a opressão se infiltra no fundo do meu coração.
Álvaro de Campos
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06 março, 2007
04 março, 2007
Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar
Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver
Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver
Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar
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03 março, 2007
Surpresas...
Chegar ao meu último dia de trabalho e ter uma festa surpresa com direito a bolo, balões, música, postais, discursos e lágrimas...
perceber que, apesar dos muitos obstáculos, posso dizer que consegui rir, aprender muito, partilhar, confiar e fazer amizades que vou guardar...
Amizades...
Que vou guardar...
Isso é maior que tudo...
E é isso que me faz sentir preenchida. E sentir que por muito que tivesse sido dificil... valeu a pena!!
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02 março, 2007
O mundo é redondo, de forma que
o fim pode ser apenas o princípio.
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25 fevereiro, 2007
Sigilo
A vida simplesmente como contar segredos,
Eu estou dentro de ti,
Tu fora de ti.
Tu entras, tudo sai
Fecho os meus lábios perante os teus, molhados.
Eu sou o estranho quando sentes um estranho em ti próprio.
Uma nuvem morre nos teus lábios,
eu fecho as janelas da minha alma.
Um mar afoga-se nos teus lábios,
Não tenho outras janelas para fechar.
Tudo está contido.
Fecham-se as portas
porque os segredos verdadeiros não são para ser vistos.
Fernando Ribeiro
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20 fevereiro, 2007
Teoria em construção...
As máscaras que as pessoas escolhem no Carnaval revelam desejos e pulsões reprimidas durante o resto do ano...
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Over time
I've been building my castle of love
Just for two
Though you never knew you were my reason
I''ve gone much too far
For you now to say
That I've got to throw
My castle away
Over dreams
I have picked out a perfect come true
Though you never knew it was of you I've been dreaming
The sand man has come
From too far away
For you to say come
Back some other day
And though you don't believe that they do
They do come true
For did my dreams
Come true when I looked at you
And maybe too if you would believe
You too might be
Overjoyed
Over love
Over me
Over hearts
I have painfully turned every stone
Just to find
I have found what I've
searched to discover
I come much too far
For me now to find
The love that I sought
Can never be mine
And though you don't believe that they do
They do come true
For did my dreams
Come true when I looked at you
And maybe too if you would believe
You too might be
Overjoyed
Over love
Over me
And though the odds say improbable
What do they know
For in romance
All true love needs is a chance
And maybe with a chance you will find
You too like I
Overjoyed
Over love
Over you
Over you
Overjoyed*DJ Patife
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19 fevereiro, 2007
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14 fevereiro, 2007
Aquela última tarde no quarto de hotel de Henry foi para mim como um forno ardente. Antes, sentira apenas ardor no espírito e na imaginação; agora é no sangue. Sagrada plenitude. Saio para a rua atordoada na noite doce de Primavera e penso, agora não me importaria de morrer.
Henry despertou os meus verdadeiros instintos, de modo que já não me sinto ansiosa, carente, incongruente no meu mundo. Descobri onde é que me encaixo. Amo-o e contudo não sou cega aos elementos dentro de nós que se chocam e devido aos quais, mais tarde, ocorrerá o nosso divórcio. Só consigo sentir o agora. O agora é tão rico e tão tremendo.
*
Tudo o que te posso dizer é que estou louco por ti. Tentei escrever uma carta e não consegui(...) Quando te vejo, tudo o que queria dizer desaparece. O tempo é tão precioso e as palavras tão estranhas a nós.
Tu vens e o tempo desliza num sonho.
*
Desprezo a minha própria hipersensibilidade, que requer tanta reafirmação, mas também me torna tão consciente da sensibilidade das outras pessoas.
*
Não são as mulheres fortes que fazem os homens fracos mas os homens fracos que fazem as mulheres super fortes.
*
Estou em constante rebelião contra o meu próprio espírito, que quando vivo, vivo por impulso, por emoção, pelo calor da incandescência.
*
Tenho um sentimento contra o caos completo. Quero ser capaz de viver com June em completa loucura, mas também quero ser capaz de compreender depois, de perceber o que vivi.
*
O luxo não é uma necessidade para mim, as coisas boas e bonitas são.
Henry & June, Anais Nin
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